
Efeitos especiais são o forte de 'Transformers'
Baseado nos brinquedos homônimos vendidos no início dos anos 1990, Transformers traz às telas robôs gigantescos, chamados Autobots, que lutam contra vilões de sua própria espécie para salvar a Terra e poder viver em harmonia com humanos.
Tudo isso, com um arsenal bélico superior às mais avançadas armas de países desenvolvidos - um deles facilmente destrói, em poucos segundos, uma base militar americana.
Após uma rápida apresentação de uma obscura guerra galáctica, o filme começa de forma irreverente, ao mostrar as agruras pelas quais Sam Witwicky (o jovem ator em ascensão em Hollywood, Shia LaBeouf) passa para comprar seu carro novo e conquistar uma namorada.
Pautado em um humor adolescente, o personagem ignora que seu novo automóvel é, na verdade, um soldado robô disfarçado, cuja missão é defender a vida do rapaz a qualquer custo.
Apenas com a chegada dos vilões, os chamados Decepticons, o segredo é revelado: Sam possui um par de óculos pertencente a um parente aventureiro, no qual há um mapa gravado na lente, que revela a localização de um enigmático objeto, que poderá dar poderes absolutos aos robôs para destruírem a Terra.
Enquanto o garoto passa pelas mais diferentes agruras, militares e a presidência dos Estados Unidos devem enfrentar outros transformers maus, que tentam a todo custo invadir os arquivos ultra-secretos do país em busca de informações. Ao que tudo indica, o governo americano já tinha acesso ao tal objeto, tal como o completo conhecimento dos robôs, em uma espécie de conspiração que explicará até o poderio econômico dos Estados Unidos.
Mas a mirabolante trama criada para dar vida aos antigos brinquedos possui falhas que afetam a estrutura narrativa do filme. Durante seu desenrolar, situações inusitadas e soluções estapafúrdias levantam uma série de dúvidas, sem qualquer explicação aparente.
Ao mostrar duas frentes de ação paralelas, a idéia passada por Transformers é a de que luta para conquistar dois públicos distintos: o adolescente, por meio da personagem juvenil, e o adulto, ao apostar em cenas de batalha corpo-a-corpo no Oriente Médio. Ao não decidir para qual lado vai pender, a obra se perde, principalmente quando esses mundos se cruzam.
O diretor Michael Bay parece ter se especializado em produções que, apesar de bem realizadas, sofrem do mesmo mal: deficiências no enredo. Mas isso não impede que surjam projetos milionários para o cineasta. São dele também os filmes Pearl Harbor, Armageddon e A Ilha.
Reuters
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