1. Harry Potter e a Ordem da Fênix
2. Ratatouille
3. Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
4. Shrek terceiro
5. Treze homens e um novo segredo
6. Paris, te amo
7. Medos privados em lugares públicos
8. O despertar de uma paixão
9. Um lugar na platéia
10. Piratas do Caribe – No fim do mundo
sexta-feira, 27 de julho de 2007
"Ratatouille"uma obra prima da animação




Diretor da animação esta sendo chamado de "gênio" pela crítica.
Filme estréia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros.
E pensar que a Dreamworks quase tirou o posto da Pixar de melhor estúdio de animação. Mas os lançamentos de 2007 não deixam dúvidas. Enquanto "Shrek terceiro" é uma bobagem feita para ganhar dinheiro, "Ratatouille", que estréia nesta sexta-feira (06) nos cinemas brasileiros, é a obra-prima maior de um estúdio especialista em criar obras-primas.
Dirigido por Brad Bird, a quem a revista Slate chamou de gênio e de "Stanley Kubrick da animação", "Ratatouille" é uma espécie de "Cidadão Kane" do gênero. Sofisticado, inteligente, dificilmente outra animação chegará a este nível nos próximos anos – a menos que Bird seja novamente o diretor.
A ousadia da Pixar começa pelo título, cuja pronúncia francesa e complicada pode afastar muita gente do cinema. E, como em "Os Incríveis", outro título dirigido por Bird, a censura livre e a aparência infantil da animação não impedem que o filme seja uma discussão sobre um tema maior.
Se em "Os Incríveis" Bird construiu uma obra sobre auto-aceitação, em "Ratatouille" o diretor discute vários temas, como família, amor e até a crítica de arte. Tudo a partir da história de Remy, um rato que, ao contrário de sua ninhada, detesta restos de comida e tem conhecimentos culinários.
Em Paris, Remy separa-se de sua família e acaba no Gusteau's, um restaurante de alta culinária que enfrenta a decadência após a morte de seu fundador. Através do jovem Linguini, Remy começa a realizar seu sonho de cozinhar em alto nível.
É quase desnecessário afirmar que a Pixar alcançou níveis técnicos elevadíssimos, como nenhum estúdio concorrente jamais se aproximou. "Os alimentos precisavam parecer quentes e saborosos, e não plásticos e frios", disse Mark Walsh, um dos animadores do filme.
Conseguiram. A cozinha do Gusteau's é extremamente detalhada. A equipe de "Ratatouille" pesquisou culinária a fundo e fez questão de tornar isso claro no filme. E Bird mostra isso ao longo da animação. Embora os elementos infantis estejam presentes, como ratos atrapalhados e confusões na cozinha, a maior parte do filme foi feita para adultos.
Corajoso, Bird criou uma seqüência inteira com um crítico declamando seu amor pela culinária. Em outros pontos do filme, é clara a crítica ao fast food. Tudo isso em uma animação de censura livre teoricamente feita para crianças.
O fato é que "Ratatouille" tem tudo para ser a segunda animação da história indicada ao Oscar de melhor filme – a primeira foi "A bela e fera", em 1991. Se isto acontecer, o Kubrick da animação terá superado o Stanley Kubrick original. O diretor de "2001 – uma odisséia no espaço" e "Laranja mecânica" nunca ganhou um Oscar de melhor filme.
Jogos Mortais 4

A Lionsgate divulgou um novo cartaz do filme "Jogos Mostais 4". O cartaz mostra a cabeça de Jigsaw em uma balança e tem um novo slogan: "Isto é uma Armadilha". No novo filme, depois de receberem a notícia do assassinato da detetive Kerry, dois agentes do FBI decidem ajudar o policial Hoffman a resolver o último quebra-cabeça deixado por Jigsaw.
A situação piora quando o comandante da SWAT Rigg, vivido por Lyriq Bent no último filme da franquia, se envolve no jogo e é obrigado a superar uma série de obstáculos sinistros em 90 minutos para salvar um velho amigo, ou enfrentar conseqüências mortais. A estréia de "Jogos Mortais 4" está programada para 2 de novembro de 2007 nos cinemas nacionais.
Jigsaw e sua aprendiz Amanda estão mortos. Agora, no rastro da notícia do assassinato da detetive Kerry, dois experientes oficiais do FBI, Agente Strahm e Agent Perez, chegam à assustada unidade policial para ajudar o veterano detetive Hoffman a analisar o que sobrou dos truques de Jigsaw e montar o quebra-cabeças. Porém, quando o comandante da SWAT Rigg é aprisionado em um novo jogo, o último oficial intocado por Jigsaw tem apenas 90 minutos para superar uma série de armadilhas dementes e salvar um velho amigo ou encarar consequências fatais."
O Bloody Disgusting conversou com o diretor Darren Lynn Bousman a respeito do filme Jogos Mortais 4, que estréia nos cinemas americanos no dia 26 de outubro.
Os fãs estão fazendo muitas perguntas, mas estão ouvindo (ou lendo) as respostas erradas. De acordo com Bousman, as pessoas nem sequer sabem o enredo do filme. "Ninguém sabe do que se trata. Toda sinopse que você leu na internet é falsa. Essa idéia do Macfadyen procurando por sua filha? Acredite se você quiser, mas ninguém sabe como a história será.", se diverte o diretor. Bousman fez questão de deixar claro que prefere deixar as pessoas especulando, especialmente nessa época.
A única coisa que ele disse sobre o roteiro é que ele matou todo mundo e que teremos novos personagens. "Há mais personagens do que JOGOS MORTAIS 2. Nós fizemos algo tão fodido neste ano que me deixou excitado - nós fomos capazes de manter segredo.". Bousman também revelou que o filme terá dois novos personagens, Parez and Strom, e o quanto está sendo ótimo trabalhar com o astro Scott Patterson. "Ele é insano e um grande rapaz. Ele começou improvisando...Foi perfeito. O melhor que eu já vi."
O diretor disse que foi muito difícil fazer o roteiro porque envolve quatro histórias diferentes - não apenas sobre tortura. E por falar em tortura, Bousman avisou que a melhor armadilha do filme aconteceu durante um processo lento de filmagem, quando ele improvisou uma nova cena. "Eu vim com uma nova armadilha durante um lento processo de três dias de filmagem, a melhor do filme."
De acordo com o diretor, se você é fã da franquia, com certeza acompanhará bem o filme, mas o quarto também servirá para que um público novo queira conhecer os outros três, mesmo que isso não seja necessário.
Bousman também falou sobre a censura, deixando evidente que os primeiros vinte minutos do filme poderão criar uma forte reação no público. Ele brincou dizendo que a censura não atrapalhou a cirurgia em JOGOS MORTAIS 3 porque a série CSI possui cirurgias muito mais gráficas. "A MPAA tem mais problemas com tortura emocional, como garotas chorando." No terceiro filme, Bousman disse ter filmado de propósito muitas cenas violentas para a MPAA cortar e que elas estarão no DVD versão do diretor. "Há uma cena em JOGOS MORTAIS 3, onde Bahar Soomekh tem sua cabeça estourada e o marido dela, Angus Macfadyen, fica pegando os miolos do cérebro dela da parede enquanto diz 'tudo vai ficar bem'."
Apesar de ter topado voltar à franquia, Bousman encerrou a entrevista deixando claro que não haverá um Jogos mortais 5. Será?
Jogos Mortais 4' vai mostrar "quebra-cabeça" de vilão
A Lionsgate Studios divulgou a sinopse do filme Jogos Mortais IV, que estréia nos cinemas americanos no final de outubro. A seqüência vai mostrar como o vilão Jigsaw deixou um de seus "quebra-cabeças" em aberto, mesmo após a sua morte.
A trama será focada em dois agentes do FBI que chegam à comunidade para ajudar o Detetive Hoffman a investigar as estranhas mortes e torturas realizadas com alguns importantes membros da população.
Ao mesmo tempo, o comandante Riggs é seqüestrado e entra em um jogo de vida ou morte para salvar um velho amigo.
Ao que tudo indica, a participação de Tobin Bell como Jigsaw acontecerá somente em forma de flashback.
O elenco conta com Costas Mandylor, Lyrig Bent, Athena Karkanis, Simon Reynolds e Marty Adams.
Outra Crítica de Transformers

Efeitos especiais são o forte de 'Transformers'
Baseado nos brinquedos homônimos vendidos no início dos anos 1990, Transformers traz às telas robôs gigantescos, chamados Autobots, que lutam contra vilões de sua própria espécie para salvar a Terra e poder viver em harmonia com humanos.
Tudo isso, com um arsenal bélico superior às mais avançadas armas de países desenvolvidos - um deles facilmente destrói, em poucos segundos, uma base militar americana.
Após uma rápida apresentação de uma obscura guerra galáctica, o filme começa de forma irreverente, ao mostrar as agruras pelas quais Sam Witwicky (o jovem ator em ascensão em Hollywood, Shia LaBeouf) passa para comprar seu carro novo e conquistar uma namorada.
Pautado em um humor adolescente, o personagem ignora que seu novo automóvel é, na verdade, um soldado robô disfarçado, cuja missão é defender a vida do rapaz a qualquer custo.
Apenas com a chegada dos vilões, os chamados Decepticons, o segredo é revelado: Sam possui um par de óculos pertencente a um parente aventureiro, no qual há um mapa gravado na lente, que revela a localização de um enigmático objeto, que poderá dar poderes absolutos aos robôs para destruírem a Terra.
Enquanto o garoto passa pelas mais diferentes agruras, militares e a presidência dos Estados Unidos devem enfrentar outros transformers maus, que tentam a todo custo invadir os arquivos ultra-secretos do país em busca de informações. Ao que tudo indica, o governo americano já tinha acesso ao tal objeto, tal como o completo conhecimento dos robôs, em uma espécie de conspiração que explicará até o poderio econômico dos Estados Unidos.
Mas a mirabolante trama criada para dar vida aos antigos brinquedos possui falhas que afetam a estrutura narrativa do filme. Durante seu desenrolar, situações inusitadas e soluções estapafúrdias levantam uma série de dúvidas, sem qualquer explicação aparente.
Ao mostrar duas frentes de ação paralelas, a idéia passada por Transformers é a de que luta para conquistar dois públicos distintos: o adolescente, por meio da personagem juvenil, e o adulto, ao apostar em cenas de batalha corpo-a-corpo no Oriente Médio. Ao não decidir para qual lado vai pender, a obra se perde, principalmente quando esses mundos se cruzam.
O diretor Michael Bay parece ter se especializado em produções que, apesar de bem realizadas, sofrem do mesmo mal: deficiências no enredo. Mas isso não impede que surjam projetos milionários para o cineasta. São dele também os filmes Pearl Harbor, Armageddon e A Ilha.
Reuters
Trama longa e boba afunda 'Transformers'


Dependendo do humor e do ponto de vista, “Transformers”, de Michael Bay, que chega aos cinemas americanos nesta terça-feira (3) e no Brasil dia 20, é:
a) Duas horas e 23 minutos extremamente barulhentos em torno de muito pouco;
b) Um fascinante produto da indústria americana de entretenimento de massa;
c) Uma meditação sobre o poderio militar americano e tudo o que pode dar errado (e se nossas armas se voltassem contra nós?);
d) Uma série de comerciais de um fabricante de automóveis e caminhões, do alistamento militar e de uma nova linha de brinquedos;
Cena do longa-metragem "Transformers", dirigido por Michael Bay (Foto: Divulgação)
e) Mais uma apelação descarada para capitalizar o crescente poder de compra da geração que era criança ou adolescente nos anos 80.
Ou – minha favorita – todas as opções acima. Com duas horas e 23 minutos (que demoraram a passar, mesmo no ritmo frenético típico de Michael Bay), “Transformers” tem muito pouco para se sustentar.
Os efeitos, é claro, são espetaculares – a realização do sonho de todo garoto que esperava ver seu Optimus Prime ou Megatron se transformar de verdade. Entretanto, quando helicópteros, caminhões, tanques, um Camaro e um celular não estão se transformando em “seres extraterrestres não-biológicos” e os humanos têm que se virar com um roteiro em que dizem coisas como “mas o que é isso?”, “não me diga que isso está acontecendo!” e “não pode ser verdade!”, nem a intrincada (e superbarulhenta) trilha sonora consegue manter a atenção.
Para quem desembarcou neste século por meio de algum atalho, “Transformers” é o primeiro longa-metragem com atores inspirado numa linha de brinquedos da Hasbro que, nos anos 1980, já tinha sido transformada em série de TV e filme, ambos animados.
Os robôs do bem (Autobots) são liderados por Optimus Prime e gostam dos seres humanos. Os do mal (Decepticons) são docilmente oprimidos por Megatron e querem destruir tudo pelo caminho. Seu charme é que nunca parecem ser o que são – mega-robôs – e sim objetos mecânicos. Um problema para a realização de um filme realista, que os efeitos digitais resolveram elegantemente há poucos anos.
O filme tece um arremedo de história em torno disso, usando como artifícios narrativos um adolescente cujo grande sonho é ter seu primeiro carro (o novo “darling” Shia La Beouf) e um grupo de soldados sobreviventes do ataque de um Decepticon particularmente mal-encarado.
Em jogo, é claro, a sobrevivência da espécie humana, já que as duas facções perderam seu lar natal de tanto brigarem por ele . Aliás, é sempre intrigante notar que, com todo seu poderio extraterrestre, os Transformers sempre acabam resolvendo a coisa no tapa, quando partem para o cara a cara.
As mega-seqüências de transformação/confronto/fuga são divertidíssimas, e, em alguns breves momentos, Bay consegue até ser docemente irônico – na cena em que um bando de Autobots gigantescos tenta se esconder numa pacata casa suburbana, por exemplo. Mas o fetiche militarista, o besteirol da história e a longa metragem acabam comprometendo a diversão.
Megan Fox e Shia La Beouf fornecem uma face humana a "Transformers"
Transformers como tudo começou...



Antes de se tornar um filme produzido por Steven Spielberg, Transformers fez parte da infância de muitos adultos - e mesmo adolescentes - que irão aos cinemas lembrar a nostalgia dos carros que se transformam em robôs de batalha.
A primeira série da franquia chegou no início dos anos 80, encomendada pela empresa norte-americana Hasbro, que havia acabado de lançar uma linha de carros de brinquedos que se transformavam em robôs por meio de uma estratégica mudança de peças.
Esse conceito, por sua vez, era inspirado nos "super sentais", séries japonesas de ação em que os heróis, geralmente vestidos com uniformes coloridos, pediam a ajuda de veículos e criaturas místicas que se transformavam em grandes Zords de guerra, distribuindo socos pelas ruas de Tóquio.
Embora as séries super sentais dariam origem, mais tarde, a Power Rangers, no Brasil Transformers conquistou uma legião de fãs, vendendo muitos brinquedos entre 1985 e o início dos anos 1990, o que caracterizou a marca.
A primeira série dos robôs tinha origem no planeta Cybertron, dando início à guerra dos Autobots e Decepticons. Refugiados na Terra, os Autobots, liderados por Optimus Prime, defendiam a vida biológica e eram contra a destruição do nosso planeta pelo ditador Megatron, por sua vez, líder dos Decepticons.
Megatron tinha interesse nas fontes de combustível da Terra, o que ameaçava a vida humana e criava situações mirabolantes em que, quase sempre, culminavam em uma aventura repleta de aparatos tecnológicos e episódios em arco.
A série foi produzida pelos americanos, em parceria com produtoras japonesas, até 1987, durando quatro temporadas. Esse período foi um dos mais lucrativos para a Hasbro, que aproveitava os personagens do desenho animado para a criação de mais produtos e itens de colecionador.
Apesar da crescente popularidade dos brinquedos, a rivalidade entre empresas americanas e japonesas - que detinham ações da marca - fez com que o desenho parasse de ser produzido, retornando para um especial conhecido como Transformers Zone, em 1990.
A Segunda Geração
A segunda geração dos Transformers, ou G2, começou em 1993, quando a Hasbro tentou retomar a antiga série por meio de episódios "reciclados" com algumas novas falas e situações semelhantes ao que já havia sido mostrado. Essa "reciclagem", porém, não deu certo e logo o desenho foi esquecido pela empresa.
Três dimensões
A grande "recuperação" dos Transformers no mercado animado aconteceu em 1997, quando a Mainframe, em parceria com algumas emissoras norte-americanas, resolveu criar uma série em três dimensões.
Ao contrário dos outros desenhos, que mostravam a eterna luta entre Decepticons e Autobots, aqui os protagonistas eram os Maximals e Predacons (descendentes respectivamente dos Autobots e Decepticons). Outra grande diferença é que os heróis e vilões não são veículos que se transformam em robôs, mas sim animais - insetos, mamíferos ou mesmo répteis - mutantes.
O sucesso de Beast Wars logo originou uma seqüência e a empresa Mainframe resolveu criar Beast Machines, que seguia praticamente a mesma história, focada em outros personagens e veículos. Embora bem-sucedida, a seqüência não agradou muitos fãs, que colocaram a série na lista das "mais odiadas" da franquia.
Apesar da grande repercussão de Beast Wars, produtoras japonesas resolveram fazer um "remake" do desenho, que mostrava um universo paralelo daquilo que os americanos já haviam mostrado.
Beast Wars: The Second, como ficou conhecido, trazia animação japonesa requintada e foi responsável por uma febre na Europa.
Com o sucesso, seguiram-se Beast Wars Neo e Car Robots, uma versão mais infantil dos Transformers. O Japão ainda produziu as seqüências Armada, Energon e Cybertron, cada uma com um ponto de vista dos personagens robóticos.
Mesmo com o cancelamento das séries animadas, em meados de 2005, a produção foi retomada com a chegada do novo filme aos cinemas. Transformers: Animated, inspirado no longa-metragem e com os mesmos veículos, chega à TV americana no final do ano, junto com o lançamento do DVD da produção.
Estréia "Luzes do Além" aposta no suspense sobrenatural

Não deixa de ser curioso o otimismo de certos estúdios para filmar seqüências de produções fracassadas. Ignorado pela crítica e pelo público, "Vozes de Além" (2005) era marcado por graves problemas de roteiro e uma decepcionante atuação de Michael Keaton (de "Batman"), cuja interpretação se resumia a levantar uma das sobrancelhas. Mesmo assim, e com nome quase igual, estréia no país nesta sexta-feira a seqüência "Luzes do Além".
"Vozes" contava a história de um infeliz viúvo, obcecado por Eletronic Voice Phenomena (EVP), fenômeno pelo qual é possível escutar mensagens dos mortos por meio de aparelhos eletrônicos. Uma crença antiga, refutada por toda a comunidade científica mas que ainda mantém o fascínio para certos adeptos.
Como não agradou aos fãs de suspense fantasmagórico, o estúdio descartou o EVP e resolveu apostar em outro tema em "Luzes do Além". O protagonista é Abe Dale (Nathan Fillion), cuja mulher e filho são inexplicavelmente mortos por um rapaz, que em seguida se mata. Como não consegue superar a perda, Abe tenta se suicidar, mas acaba ressuscitado no hospital.
No entanto, antes de "voltar", ele tem uma experiência pós-vida, na qual encontra sua falecida família num túnel de luz. O episódio lhe trará certos poderes sobrenaturais, como prever quem será a próxima vítima da morte. Ao tentar salvar a vida dos personagens de suas visões, Abe não prevê que, ao fazer isso, enfurece as forças do outro mundo.
O desenrolar da história funciona bem na primeira meia hora, em grande parte graças ao trabalho de Nathan Fillion. O ator consegue introduzir emoções e humor que, ao que tudo indica, não constavam do roteiro. É uma performance dramática aliás pouco aproveitada nas séries televisivas de que o ator participa secundariamente, como "Buffy, A Caça Vampiros" e "Lost".
Apesar dessa atuação e de uma concepção relativamente engenhosa da história (para o seu gênero), as situações forçadas tornam o filme pouco mais do que um desfile de incompetentes efeitos especiais e eventos progressivamente mais ilógicos.
As quase duas horas de projeção provam que "Luzes do Além" é mais uma daquelas medíocres seqüências realizadas para o mercado de home vídeo norte-americano, exibida nos cinemas apenas porque a distribuidora concluiu que poderá render algum dinheiro no mercado estrangeiro. Alguns críticos foram mais longe e, em tom de deboche, disseram que seria melhor tentar fazer contato por meio de experiências EVP em casa, do que tentar assustar-se com esta produção.
Abe Dale (Nathan Fillion) tinha uma invejável rotina com sua família antes de sofrer o acidente que lhe tiraria a vida. Pouco tempo depois de morrer, uma força misteriosa o traz de volta à Terra e, desta vez, com poderes sobrenaturais. O homem passa a prever a morte das pessoas ao seu redor e se sente obrigado a salvá-las. O que Dale não sabe é a grave conseqüência que suas interferências podem ocasionar.
Gênero: Terror
Tempo: 99 min.
Lançamento: 27 de Jul, 2007
Classificação: 14 anos
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
O terror Luzes do Além, seqüência de Vozes do Além (2004), por incrível que pareça, faz com que o seu antecessor se assemelhe a uma obra-prima do gênero. O enredo não convence, fazendo com que o público se desligue do contexto do filme.
Nathan Fillion (Seres Rastejantes) interpreta Abe Dale, um empresário bem-sucedido com uma família encantadora, ou seja, com uma vida de dar inveja a qualquer um. No dia de seu aniversário de casamento, enquanto toma café da manhã em um restaurante, sua esposa e filho começam a agir de forma bizarra quando um estranho entra e atira em ambos, pede desculpas a Dale e se mata, sem nenhuma razão aparente. Como não poderia ser diferente, Dale fica completamente transtornado e tenta o suicídio, mas é malsucedido. Ao ser ressuscitado após ter a morte clínica declarada – fenômeno denominado por médicos como Experiência de Quase-Morte (EQM) -, percebe que pode prever quando uma pessoa irá morrer por meio de luzes que envolvem as mesmas. A partir daí, Dale acredita ter um dom para salvá-las e passa grande parte do seu tempo seguindo pistas dessas futuras vítimas. Porém, o que ele nem imagina é que isso trará graves conseqüências.
Inicialmente, a história parece seguir a mesma linha do longa anterior, que aborda pesquisas de comunicação com espíritos por meio de equipamentos eletrônicos (como televisão e rádio), conhecido como FVE (Fenômeno de Voz Eletrônica). Porém, com o decorrer do filme, o roteiro segue por um caminho ficcional demais, abusando da liberdade de criação desfrutado pelo mundo do cinema. Nada contra filmes de terror que abordam o inexistente, como zumbis, vampiros, seres mitológicos, entre outras criaturas que teimam em voltar do reino dos mortos; pelo contrário, são quase sempre os mais criativos e interessantes. No entanto, estes não tentam dar um toque verídico à trama por meio de estatísticas e dados científicos de empresas idôneas, como é o caso de Luzes do Além.
A culpa de Luzes do Além ser totalmente inverossímil não é somente do enredo, mas também da direção confusa de Patrick Lussier (Drácula 2000), que resolveu trazer elementos de vários gêneros, praticamente uma mistura de Superman com Duro de Matar, Ghost – Do Outro Lado da Vida e os diversos filmes orientais sobre espíritos. Nesta produção, o protagonista só falta usar uma capa e voar. Por isso, se não fossem os sustos previsíveis e os espíritos deformados, acharíamos que se trata de um filme de super-heróis.
Mesmo assim, o apelo do argumento de Luzes do Além junto ao público mais jovem, principalmente os fãs da paranormalidade, é forte. O espectador não deve assistir a este filme esperando encontrar uma seqüência direta de Vozes do Além, mas sim uma produção diferenciada que pega embalo em um tema que aguça a curiosidade do ser humano.
Comentário de um usuário:a história tem a mesma versão do primeiro filme de premoniçao.só o que muda é que o personagem morre e ressuscita com poderes sobrenaturais,onde ele possa prevê o que acontece com as pessoas,e tenta avisar.é regular! mas quem gostou de premonição vai gostar do filme.tem algumas cenas boas e de tirar o fôlego.mas é somente para os fãs desse gênero.vale dar uma conferida,quem sabe se eu não estou errado!assistem!
Diretor Ridley Scott prepara versão definitiva de "Blade Runner"

Blade Runner, O Caçador de Andróides
No ano de 2019, um ex-policial é obrigado a descobrir e eliminar replicantes, que retornam à Terra para cobrar vida mais longa ao seu criador. Com direção de Ridley Scott (Gladiador) e Harrison Ford, Daryl Hannah e Rutger Hauer no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar.
O clássico de ficção científica "Blade Runner" (1982) ganha versão "definitiva" do diretor Ridley Scott. O filme, que será lançado em DVD em dezembro, está em pós-produção nas mãos de Scott.
Além da restauração e remasterização, a nova versão, intitulada "Blade Runner: The Final Cut", terá cenas inéditas e tomadas sem cortes.
Scott trabalha também com novo efeitos especiais e extras como comentários da produção. "Blade Runner: The Final Cut" será lançado em três versões diferentes: uma com 2 DVDs, outra com quatro e uma última com cinco.
A nova versão do filme ganha exibições nos cinemas de Los Angeles no início de outubro, antes do lançamento em DVD.
O filme, baseado no romance de Philip K. Dick "O Caçador de Andróides" ("Do Androids Dream of Electric Sheep?"), narra a história de um detetive que está em busca de andróides enquanto descobre suas próprias origens.
Protagonizado por Harrison Ford, Sean Young e Edward James Olmos, o filme arrecadou apenas US$ 26,2 milhões, mas a crítica e o público consideram a obra um clássico.
Nova versão do clássico de ficção "Blade Runner", de Ridley Scott, terá cenas inéditas.
Estúdios Disney proíbem cigarros em seus filmes

Os estúdios Disney anunciaram, nesta quarta-feira, sua intenção de proibir o fumo em todos os seus filmes familiares.
Com a medida, a Disney se torna o primeiro estúdio a proibir a presença de cigarro nas telas, a reforça tendência antitabaco, cada vez mais generalizada em um meio que durante décadas alimentou a vontade do público de fumar.
O anúncio de Robert Iger, presidente da companhia, também indica que a Disney adotará o mesmo padrão contrário ao tabaco nas produções que adquirir para sua distribuição, por meio de seus selos Touchstone e Miramax.
Em carta ao representante democrata Edward Markey, Iger ressaltou também sua intenção de colocar anúncios antitabaco nos filmes que contenham imagens de pessoas fumando.
Mesmo assim, a associação American Legacy, contrária à presença do tabaco no cinema, considera que a decisão dos estúdios Disney é limitada, por não esclarecer quais serão as medidas concretas que serão tomadas nos filmes adquiridos para sua distribuição.
A associação divulgou recentemente um estudo que revelou que 90% dos filmes que estréiam nos Estados Unidos mostram pessoas fumando. O mesmo relatório ressaltou que as crianças mais expostas a estas imagens possuem três vezes mais chances de começar a fumar.
EFE
Sem o marido, Catherine Zeta-Jones divulga novo filme

A atriz Catherine Zeta-Jones, 37 anos, divulgou nessa quarta-feira, em première realizada na cidade de Nova York, o seu mais novo filme Sem Reservas, dirigido por Scott Hicks.
Rodeada de fãs e fotógrafos, Catherine cruzou o tapete vermelho do Ziegfeld Theater ao lado de Aaron Eckhart, 39. No filme, os dois formam a dupla de protagonistas.
Catherine interpreta Kate, chef de cozinha de um restaurante de luxo em Manhatam, cuja vida tem uma reviravolta após a morte de sua irmã. Depois disso, ela tem que se afastar do trabalho para tomar conta da sobrinha.
Quando volta ao restaurante, descobre que o novo chef, Nick (Aaron Eckhart), lhe dará mais trabalho do que imaginava.
A atriz teve que treinar com grandes chefs de Nova York para se preparar para o papel.
"Fiquei intimidada na primeira vez que entrei em uma cozinha profissional, mas depois vi as coisas de uma nova forma e ganhei confiança", declarou.
Catherine Zeta-Jones vai a première do filme Sem Reservas.
Merece aqui o nosso comentário, além de linda uma grande atriz...
Filme contra a Guerra do Iraque vai chegar aos cinemas: No end in sight

"No end in sight" denuncia erros da invasão americana ao país.
Documentário foi premiado no Festival de Sundance.
LOS ANGELES - Depois de vários filmes sobre a vida dos soldados e civis nas frentes de batalha no Iraque, o diretor americano Charles Ferguson lança esta semana nos Estados Unidos uma obra que, pela primeira vez, enfoca os artífices do conflito e os preparativos para iniciá-lo.
Em "No end in sight" ("Sem final em vista", numa tradução literal), que levou o prêmio especial do júri no Festival de Cinema de Sudance, o diretor explora nas telas grandes como foram tramadas as decisões para a invasão americana ao Iraque, em 2003.
Ferguson, formado em ciências políticas, foi membro do centro de pesquisa e análise política do Washington Brookings Institute e, em 1996, ganhou US$ 133 milhões com um negócio na internet, com o que autofinanciou seu filme de US$ 2 milhões.
Com uma precisão cirúrgica, o diretor de 52 anos desenha de forma ferina os planos que os Estados Unidos traçaram para depois da invasão do Iraque, servindo-se do testemunho de 70 figuras-chave.
Revelando uma cadeia de decisões políticas da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), que incluíram a dissolução do exército iraquiano, o desmantelamento do Partido Baath, de Saddam Hussein, e o fracasso para conter as desordens civis, o filme explora de forma meticulosa cada passado tramado pelos arquitetos do conflito.
As conclusões resultam fulminantes e tal como afirmou um crítico esta semana: "até o público mais bem informado ficará de queixo caído".
Resposta à cobertura
Ferguson afirma que desejava fazer o filme como uma resposta ao modo que a guerra no Iraque foi abordado incorretamente nos meios de comunicação.
"Como especialista em ciências políticas, com muitos amigos analistas de política externa, fiquei especialmente preocupado com a qualidade da cobertura", afirmou.
"Foram escritos livros muito bons sobre o Iraque, mas poucos americanos têm tempo para ler um livro de 400 páginas. Não podemos ter uma idéia geral de um problema complicado vendo televisão ou lendo os jornais", explicou.
"Eu já conhecia boa parte dos fatos gerais, mas quando fui me inteirando de como era idiota e absurdo o comportamento da administração, resolvi não voltar atrás com o projeto", afirmou ainda, citando, como exemplo de indignação, a decisão do chefe da CPA, Paul Bremer, de desmantelar o exército iraquiano.
Essa medida foi analisada como uma das causas do reforço da insurreição, dos milhares de iraquianos sunitas que se somaram a essas fileiras rebeldes porque se encontravam desempregados e estavam, além disso, enfurecidos com as forças invasoras.
"Bremer tomou esta decisão seguindo as recomendações de Walter Slocombe (um conselheiro da CPA), quando nenhum dos dois viveu no Iraque e quando Bremer tinha apenas nove dias no posto", denunciou Ferguson. "Houve dezenas de decisões tomadas da mesma forma", acrescentou.
Para Ferguson, a grande pergunta é se os principais artífices da guerra, o ex-secretário da Defesa americana, Donald Rumsfeld, e seu adjunto Paul Wolfowitz, vão prestar contas por esses fatos. Ambos se negaram a aparecer ante as câmeras do diretor.
"Estou certo de que serão julgados severamente pela história, e isso já começou", concluiu.
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